<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936</id><updated>2011-08-03T00:26:37.118-07:00</updated><title type='text'>estagnado amar</title><subtitle type='html'>eu tenho saudades eternas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-6892953016473892847</id><published>2009-08-24T08:35:00.001-07:00</published><updated>2009-08-24T08:41:24.489-07:00</updated><title type='text'>Sobre o primeiro parágrafo do texto anterior.</title><content type='html'>"Eu tenho certos apegos, também a textos antigos. Por isso que nessa ideia de criar um blog, resolvi logo reativar um antigo, com seus arquivos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a professora Janaina (supergente boa, diga-se de passagem) que andou querendo fazer o bem cobrando dos seus alunos (queridos, talvez) uma prática frequente de escrita.&lt;br /&gt;Um dos intuitos dela é que a gente aprenda de forma livre a expressar ideias, e - uma coisa que me chamou muito a atençao - empregar um ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, eu já comecei ali em cima não atendendo a seus requisitos. Aquilo foi uma ideia solta. Será que aquela manchinha poderia ser chamada de ponto final?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;don´t think so.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PONTO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-6892953016473892847?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/6892953016473892847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=6892953016473892847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/6892953016473892847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/6892953016473892847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2009/08/sobre-o-primeiro-paragrafo-do-texto.html' title='Sobre o primeiro parágrafo do texto anterior.'/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-4562303480758819169</id><published>2009-08-24T08:17:00.000-07:00</published><updated>2009-08-24T08:32:03.390-07:00</updated><title type='text'>Quem é vivo...</title><content type='html'>Eu tenho certos apegos, também a textos antigos. Por isso que nessa ideia de criar um blog, resolvi logo reativar um antigo, com seus arquivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu chego a ter certas dúvidas, comuns, humanas, medíocres e normais. Pra não desmerecer nenhuma delas, e até por respeito, prefiro considerá-las como existentes. Administra-las pode ser dificil, mas penso que viver seja essa mortal ação de ir seguindo em frente até que o cérebro para e o ar não entra, daí já era - o peito que não expande-contrai mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma destas dúvidas óbvias é sobre a profissão. Uma vez em época (época? tá mais pra satus permanente) de falta de aulas na ufmt, de falta de exigência de professores e também (ok, ok) de pró-atividade, minhas mãos já não seguravam mais qualquer coisa que deixasse marcas ou traços em superfícies, nem teclados de computador. E eu, no desespero: "eu fico aí falando que quero ser jornalista, que eu gosto de escrever - mas, como assim, se há décadas eu não escrevo?" Pode alguém afirmar que gosta de sorvete de chocolate, se todo domingo, no ritual sagrado da ida à sorveteria, o beato só (ME) toma sorvete de morango? Ou seja, há um ano que ele não toma sorvete de chocolate, mas ele gosta do sabor.&lt;br /&gt;Dando continuidade à exemplificação e tornando prolixo o discurso: tipo gente que fala, ah, eu gosto de fulaninho, mas nunca convivo com ele. É um ser humano maravilhoso, aquele com cuja companhia eu nem me importo.&lt;br /&gt;Uma delícia, o tal sorvete de chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo que muita gente não tem prazer na vida justamente porque não pratica aquilo que lhe dá prazer. Quanto desconforto eu me causei sendo que eu poderia ter simplesmente vomitado alguma coisa por aqui e ter me sentido mais leve. Daí gastam reais em análise pra chegarem a uma terapia ocupacional do tipo: faça aquilo que te dá prazer. E se te dá, que preguiça de ser feliz é essa que te impede de fazer aquilo que você gosta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-4562303480758819169?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/4562303480758819169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=4562303480758819169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/4562303480758819169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/4562303480758819169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2009/08/quem-e-vivo.html' title='Quem é vivo...'/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-4506047268400842997</id><published>2008-12-24T08:51:00.000-08:00</published><updated>2008-12-24T08:56:05.195-08:00</updated><title type='text'>feliz natal.</title><content type='html'>if I have to go,&lt;br /&gt;in my heart you'll grow&lt;br /&gt;and that's where you belong...&lt;br /&gt;[oasis - outta time]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu tenho saudades eternas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ontem o caminhão de natal da coca-cola passou na rua enquanto a gente estava sentado na esquina.&lt;br /&gt;o natal vem vindo, vem vindo o natal.&lt;br /&gt;todas as festas aqui em casa eram feitas pela minha mãe e por causa da minha mãe. todas as  brigas antes de toda festa só comprovavam isso, mas toda reunião trazia a ela uma alegria imensa.&lt;br /&gt;ela sabia ser mãe.&lt;br /&gt;não faz mais sentido, sabe - armar a árvore. uma vez o léo veio aqui em casa e eu tinha acabado de comprar o be here now do oasis em uma viagem recente, naquelas cestinhas das americanas de nove e noventa que ainda não existiam em cuiabá. ele descobriu que oasis era bom, e isso com o disco errado, enquanto a gente pendurava as bolinhas vermelhas na árvore. cortando fios de linha, amarrando-os e as pendurando. eu cantava.&lt;br /&gt;algumas vermelhas chegaram a cair e foi mesmo útil tê-las comprado de plástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu adoro festas de despedida e odeio despedidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*uma definição não encontrada no dicionário*&lt;br /&gt;Não ir embora: ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças&lt;br /&gt;[markus zusak - a menina que roubava livros]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sou mais ou menos assim, de um tapa só. Tipo: eu chupo a felicidade como se fosse gomo de cana, até que reste apenas o bagaço.&lt;br /&gt;Desenvolvendo a idéia, pois que daí mesmo parece provir o problema. Eu sou uma pessoa otimista, apesar de não ter tanta fé no ser humano que eu desconheço. Só que eu me agarro à felicidade fincando os dentes na rodela de cana e sugo as possibilidades matutando-as até que delas não sobre resquício qualquer de raio de luz.&lt;br /&gt;E, quando fica apenas o bagaço, insosso e farelento, eu tento até com pingo de limão tirar a última garapa. Mas, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que eu prefiro nem tirar do pé de cana-de-açúcar só pra que conservem o caldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preciso de um feliz ano novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-4506047268400842997?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/4506047268400842997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=4506047268400842997' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/4506047268400842997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/4506047268400842997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2008/12/feliz-natal.html' title='feliz natal.'/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-3134267239508265290</id><published>2008-07-27T10:31:00.000-07:00</published><updated>2008-07-27T10:34:08.373-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu paguei três reais e cinquenta centavos em uma garrafa long neck de Stella Artois ontem à noite e acabei de almoçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a garota suja me pediu esmola na frente da padaria, a minha primeira reação foi ignorá-la. Entrei e comprei uma recarga de dezesseis reais para o meu celular.&lt;br /&gt;Quando saí, a garota me abordou novamente, desta vez pedindo dinheiro para comer.&lt;br /&gt;Bem, não custaria muito, e na verdade foram dois reais. Só que não foi por caridade, nem pela benção que ela me lançou depois de pedir um pão com manteiga e um café com leite para a balconista.&lt;br /&gt;Eu tinha dito: e então, o que é que vai ser? pode entrar e pedir que eu te pago.&lt;br /&gt;Ela entrou suja na padaria e se dirigiu à balconista e eu, eu disse eu pago. Enquanto a moça preparava a média, eu fiquei desconfortavelmente parada ao lado da menina suja, sem dentes - deus te abençôe. Acho que eu nem agradeci. Fiquei pensando, será que eu pergunto desde quando ela não come, se ela mora sozinha na rua, se tem um nome. Eu só sabia da sua fome. E nem tanto por ela, mais por uma obrigaçào social, eu dei os dois reais me sentindo como se estivesse correndo daquele mal-estar social. Penso em suas gengivas sem dentes, no pão com manteiga (_quente?; _quente. deus te abençôe, moça.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deus nos salve, garota.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-3134267239508265290?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/3134267239508265290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=3134267239508265290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/3134267239508265290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/3134267239508265290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2008/07/eu-paguei-trs-reais-e-cinquenta.html' title=''/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-3155417526036154564</id><published>2008-07-26T10:28:00.000-07:00</published><updated>2008-07-27T10:31:09.650-07:00</updated><title type='text'>sobre denominações</title><content type='html'>Eu posso esperar você chegar, qual a sua graça?, e fingir não saber que você me conhece e que se esqueceu disso; inventar qualquer coisa do tipo leidiscléia ou nomes híbridos só pra ver a sua reação: se levanta-se ou não. Então eu rio e digo, vou adivinhar seu nome, chutando pedro, mesmo sabendo que o certo é marcelo, só pra ver sua reação: se sustenta uma mentira ou não.&lt;br /&gt;Eu sei que o dano seria pequeno, mas é só o hábito das incursões antropológicas... desculpe, eu sou mais pra dentro que pra fora e eu me divirto com a sua cara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-3155417526036154564?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/3155417526036154564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=3155417526036154564' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/3155417526036154564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/3155417526036154564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2008/07/sobre-denominaes.html' title='sobre denominações'/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-2755829190942256510</id><published>2008-06-21T08:21:00.001-07:00</published><updated>2008-06-21T08:23:50.084-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O pior da saudade é o momento em que você se dá conta.&lt;br /&gt;E não vem assim rápido, logo depois da partida; talvez em um dia que você já não espera mais e, no entanto, se surpreende por que permanece inevitável.&lt;br /&gt;Pode ser amanhã, e isso me causa angústia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-2755829190942256510?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/2755829190942256510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=2755829190942256510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/2755829190942256510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/2755829190942256510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2008/06/o-pior-da-saudade-o-momento-em-que-voc.html' title=''/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-1211348283640748375</id><published>2008-05-28T16:00:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T08:19:37.411-07:00</updated><title type='text'>Vem sentar-te comigo, Lídia.</title><content type='html'>Pessoa:&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pagã triste e com flores no regaço.&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro #1&lt;br /&gt;“Eu não quero mais.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o primeiro foi da Patrícia e só então veio o meu.&lt;br /&gt;E o motivo foi meio confuso.&lt;br /&gt;Primeiro foi um “anda logo!” e logo eu respondi “diz logo o que foi” e quando percebi que ela também já tinha aquela deformação no rosto decorrente das lágrimas pedindo pra sair, as minhas caíram, sem que eu percebesse. Só pensei nas pessoas erradas. Já foi. Ou é o papai ou é a mamãe.&lt;br /&gt;“É a vovó.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo assim doeu, não menos do que se algum dos palpites estivesse certo.&lt;br /&gt;Parei.&lt;br /&gt;Eu sempre tenho essas reações no estilo paralisia.&lt;br /&gt;Eu não quero mais e mãos no rosto e e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vai dar tempo de pegar o avião e o papai também não está lá, mas a caminho.&lt;br /&gt;Então pára com isso, não no sentido literal de estacar no lugar, porque você tem que continuar andando, não vai dar tempo de pegar o avião. Pára com esse choro que eu também choro, e isso é normal, apesar de eu não conseguir parar de chorar, mas deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos racionais.&lt;br /&gt;E eu não queria ir. É só esquecer.&lt;br /&gt;Porque essas conjecturas sobre a morte não são válidas enquanto você tem que viver. É perda de tempo.&lt;br /&gt;No entanto é melhor aproveitar a situação justamente para discorrer tudo aquilo que você pensa sobre a morte – é oportuno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-1211348283640748375?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/1211348283640748375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=1211348283640748375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/1211348283640748375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/1211348283640748375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2008/05/vem-sentar-te-comigo-ldia.html' title='Vem sentar-te comigo, Lídia.'/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-6386548149722167951</id><published>2008-05-01T07:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T08:03:41.649-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Minha vida não se restringe, porém se baseia em praticar mentalmente diálogos hipotéticos na esperança de que um dia eles se tornem realidade,&lt;br /&gt;ou não.&lt;br /&gt;No caso da sentença negativa, talvez venham a ser ficção impressa, quem sabe audiovisual.&lt;br /&gt;Por agora, enquanto monólogos internos, eu me contento em deixá-los inconscientes para que sejam sonho vezenquando, ou para que se exprimam em acordes cujo som sai por causa desses meus dedos finos, insistentes em se apoiarem no braço desse violão  que encosta gentilmente em meu peito; por causa dessa minha mão que pouco se parece comigo, tamanho XS de loja de departamento americana e ainda assim velha na pele, enrugada de aparência.&lt;br /&gt;Então, eu canto. Senão, as palavras motivam os braços a se mexerem compassados ao lado do corpo, eu&lt;br /&gt;ando&lt;br /&gt;ando&lt;br /&gt;ando antes de&lt;br /&gt;encontrar na esquina o som da resposta que muito poderia ter saído da boca de outro alguém, porém vem de dentro.&lt;br /&gt;A música se torna o sorriso entre os meus lábios, abertos na solidão da rua para qualquer transeunte e eu,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu continuo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-6386548149722167951?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/6386548149722167951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=6386548149722167951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/6386548149722167951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/6386548149722167951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2008/05/minha-vida-no-se-restringe-porm-se.html' title=''/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-4468345766013574574</id><published>2008-04-29T08:04:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T08:09:39.904-07:00</updated><title type='text'>crisis</title><content type='html'>Kerouac:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"garotas e rapazes da américa têm curtido momentos realmente tristes quando estão juntos; a artificialidade os força a se submeterem imediatamente ao sexo, sem os devidos diálogos preliminares. não me refiro a galanteios - mas sim um profundo diálogo de almas, porque a vida é sagrada e cada momento é precioso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi isso que eu quis significar quando disse que odiava toda essa falta de respeito. Eu me referia a todo e qualquer relacionamento, não importando se o sexo se encontra no meio ou mesmo se é o início e o fim da relação em si mesmo.&lt;br /&gt;As pessoas não se confiam, então criam cordialidades mais por medo que por amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li há pouco, em um George Orwell, que o ato sexual é um ato político.Não tenho mais certeza de ser apaixonado, mas a gente sabe que todo revolucionário é muito suicida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinto em nós esse mal-estar estúpido decorrente do desespero em querer agarrar-se a qualquer coisa. Nos fingimos despreocupados, irreverentes como nunca fomos. Porém somos apenas 'another uninnocent, elegant fall into the unmagnificent lives of adults'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-4468345766013574574?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/4468345766013574574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=4468345766013574574' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/4468345766013574574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/4468345766013574574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2008/04/crisis.html' title='crisis'/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-5119223018331480321</id><published>2008-03-31T12:00:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T08:11:50.179-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Oco assim, não fisicamente. Talvez tivesse aquela inerência barata de carne e sangue, não mais que e tão somente um ser humano. Mal ficava ali em pé, mas ainda assim inerte. Não iria, não voltaria.&lt;br /&gt;Dos dois lados eu via nele a mesma coisa. Parecia até um sinal estático, sem abertura para uma significação diferente.&lt;br /&gt;Alto e altivo, o cigarro lentamente se perdendo entre os seus dedos. Acho mesmo que ele era um ser vazio de intenção, como a pedra fixa na calçada, estando ali por isso mesmo e portanto nada de vontade, nem ao menos de sê-lo, quanto mais difícil seria de querer mudá-lo.&lt;br /&gt;Eu me sentia a fumaça saindo daquele cigarro, resultado de algo que se perde. Alguns milhares de substâncias tóxicas que ele inspirava porque respirava. Eu ardendo em seu nariz sem motivar um sinal sequer de desconforto, fazendo mal aos poucos sem deixar de ser fraca. Correndo o risco de matar sem ter essa intenção - e já agora me isento de qualquer possível dano que eu venha a causar; sempre pedindo desculpas antes de entrar.&lt;br /&gt;Só que eu, aquilo? Não poderia.&lt;br /&gt;Eu não vicio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-5119223018331480321?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/5119223018331480321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=5119223018331480321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/5119223018331480321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/5119223018331480321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2008/03/oco-assim-no-fisicamente.html' title=''/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-7426395588018030080</id><published>2008-02-02T15:00:00.000-08:00</published><updated>2008-06-21T07:59:26.102-07:00</updated><title type='text'>abstinência</title><content type='html'>É desagradável pensar como as coisas tendem para o negativo. O desaparecimento. A escuridão predominando a claridade; pode-se esperar do dia que se torne noite, mas não o contrário. Os copos se esvaziam e a nicotina vira cinza e a euforia se torna depressão. Os peitos caem, a barriga cresce, as flores murcham, os morangos apodrecem.&lt;br /&gt;A lembrança, algo inconsciente.&lt;br /&gt;Não é uma questão de pensar que algo talvez possa renascer: o fato é que tudo morre.&lt;br /&gt;O que estava no sangue sai na hemodiálise.&lt;br /&gt;Pois então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você costumava ser uma sensação na boca do estômago. Uma queimação, algo como quando se fica com fome após muito tempo sem comer.(Não chegava a ser gastrite.)&lt;br /&gt;Porém depois que a gente se acostuma com os porres...&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;eu posso vomitar a vida num vaso sujo e vagabundo, em noites que te chamei sem ouvir resposta&lt;/em&gt;”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-7426395588018030080?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/7426395588018030080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=7426395588018030080' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/7426395588018030080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/7426395588018030080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2008/02/abstinncia.html' title='abstinência'/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-6523301375604213131</id><published>2008-01-31T15:15:00.000-08:00</published><updated>2008-01-31T15:20:09.279-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bom dia, doutor.&lt;br /&gt;Bom dia, seu Jaime.&lt;br /&gt;E já ia entrando pelo saguão do prédio quando&lt;br /&gt;Ah! Seu Jaime,&lt;br /&gt;me lembrei de avisar sobre a vinda de Eugênia.&lt;br /&gt;Virá uma garota aqui, hoje.&lt;br /&gt;Uma garota. Quando era eu, ficava mais fácil para qualquer um caracterizar o visitante. Porque, sempre, quando vem alguém aqui no prédio eu digo&lt;br /&gt;o fulano: cara, boca, altura, peso&lt;br /&gt;e logo fica fácil entender de quem se trata – como outra pessoa falando sobre mim, é uma situação descritível&lt;br /&gt;Seu alguém! Virá um cara aqui hoje. Já quase de idade, você vai perceber pelas entradas no cabelo, com o nariz adunco, pele meio bronzeada (tratando-se do que um dia fora branca mas sofrera as conseqüências dos anos andados nessa terra tropical).&lt;br /&gt;Porém, Eugênia. Ela era algo assim: mais por dentro que por fora. Na verdade, eu nem bem sabia qual era a cor dos seus olhos ou ao menos me importava qualquer coisa sabê-lo. O que merecia atenção e significava era apenas sentir quando ela me olhava. Sentir que ela sim sabia qual era a cor dos meus olhos e poderia muito bem pinta-los como Modigliani, porque ela enxergava a minha alma. Assim ela me via sem roupa, todas as vezes despido; e ela também não diria nada além do que realmente me pertence, coisas do tipo além da irregularidade da minha arcada dentária ou da cor das minhas meias.&lt;br /&gt;Mas eu, pior, não poderia dizer o comprimento dos seus cabelos. E o fato de eu conhecer que eles cheiravam a frutas cítricas (nunca reparei na marca, mas o shampoo deveria ser aquele da propaganda, de frasco roxo com essência cítrica) não faria eu me sentir melhor. Eu estou culpado porque se espera de todo amante saber muito bem da coisa amada, até, ou pelo menos, da capa, o grande toque final que agrada aos olhos. Na verdade não me culpo tanto por esse motivo superficial, mais porque Jaime precisa de uma descrição física.&lt;br /&gt;Mas Eugênia não era como a última mulher que pegou esse elevador (que agora olha frio e estático esperando eu me virar após a ressalva começada e interminada, reticente num ponto entre as palavras “garota”, “aqui”, “hoje” e o pensamento transitório e indeciso) e tocou a minha campainha achando que uma noite poderia se tornar uma semana, um mês, uma vida, duas e outras por nascer. Ela não era como a Laura dos cabelos, olhos e pele claros, facilmente descritível, facilmente cansável. Insossa, insípida, praticamente incolor, enquanto Eugênia era um arco-íris. Eugênia - eugênia.&lt;br /&gt;Em vez de água, ela era vinho. Algo como uma bebida forte de sabor adocicado, de uvas colhidas com amor sob o orvalho e amassadas com os pés descalços. Os anos em conserva, passados em processo de fermentação, não pesavam em seu espírito.&lt;br /&gt;A minha Eugênia era muito leve e tanto que nem ao menos me pertencia. Escapava aos dedos, fluía em sopro. Era como um livro do García Márquez, meu preferido, que não poderia ficar na estante de universal que era.&lt;br /&gt;Logo eu percebi que a moça não viria mais, ela tudo era, hoje já não é mais.&lt;br /&gt;Então, seu Jaime. Como eu ia dizendo. Não vem ninguém.&lt;br /&gt;Quando eu peguei na maçaneta fria do ferro do elevador, enquanto o porteiro me olhava pela câmera interna com olhos perplexos que eu apenas imaginava, pois não me alcançavam, e me via louco, eu pensei.&lt;br /&gt;Ela não vem, não assim.&lt;br /&gt;Talvez se o vento soprar pela tarde, sua alma venha ao sétimo andar. Se hoje eu não me lembrava da sua fisionomia era porque a morte levara embora a carne de Eugênia há anos e deixara comigo esse sentimento de saudade cheio, enchendo o meu vazio. Então eu transbordava vontade de tê-la e saía falando dela por aí, pois somente assim eu tinha Eugênia de novo, por entre meus lábios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-6523301375604213131?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/6523301375604213131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=6523301375604213131' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/6523301375604213131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/6523301375604213131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2008/01/bom-dia-doutor.html' title=''/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7329518830783183936.post-6121418981254661245</id><published>2008-01-27T18:23:00.000-08:00</published><updated>2008-01-27T20:10:51.940-08:00</updated><title type='text'>09 de julho</title><content type='html'>Ela subia a ladeira com o cigarro aceso entre os dedos, tragando a cada 4 ou 5 passadas, em um desfavor aos pulmões já fatigados pelo esforço de manter as pernas sustentando o corpo e indo para cima, para cima.&lt;br /&gt;Estava naquela fase do “tentando parar de fumar”, coisa de persistente, alguém na verdade um pouco fracassado pelo fato de precisar largar o vício e ao mesmo tempo não conseguir fazê-lo.&lt;br /&gt;A ansiedade de carregar no peito o peso das horas que não passavam a fazia manter essa postura desesperançada e qualquer um que passasse não perceberia em seus olhos a motivação para continuar a ir em frente, ou a vontade de qualquer coisa.&lt;br /&gt;Parou na esquina e se apoiou no poste. Arfava; colocou uma mão no joelho direito enquanto a outra se agarrava ao concreto. A bituca foi ao chão.&lt;br /&gt;Virou os olhos para cima, não viu luz nem inspiração, somente o sol árido sendo encoberto por uma nuvem passageira e voltando logo a arder na retina.&lt;br /&gt;Estava tudo tão seco, a sede deixava a boca seca, a respiração ofegante secava as vias respiratórias e a poluição não ajudava muito. Apesar disso os olhos pareciam úmidos, e finalmente ficaram realmente úmidos quando num dos apartamentos do prédio baixo na quadra em frente alguém começou a ouvir &lt;em&gt;i can get along without you very well&lt;/em&gt; e a voz da Billie tornou-os marejados.&lt;br /&gt;Muitos têm muita raiva de mim, mas pelo menos alguém me gosta o suficiente para fazer com que hoje não esteja chovendo, não seja primavera e não tenha alguém rindo nesta rua.&lt;br /&gt;E a rua estava vazia. Atipicamente sem carros, sem mendigos, sem madames passeando com cachorrinhos. Só havia o fedor lembrando a sujeira e a merda daquilo que passara por ali; gente e bichos, seres humanos mais animais que muitos dos últimos. Só ventava a solidão. Seca e quente, brilhando no começo da tarde.&lt;br /&gt;Sabrina vestia como um fardo o casaco inconveniente. O pior era o fato de ele a vestir muito bem, parecia até ter sido feito sob medida.&lt;br /&gt;Alguém parecido comigo morreu sabendo que eu iria precisar dele, pensou ela no dia em que achou a peça no brechó. Hoje carregava em seus bolsos internos, vários, uma quantidade enorme de pequenos frascos de vidro cheios de um líquido vermelho e viscoso. Era toda a culpa daquela mulher, guardada com tamanho esmero, como algo de que se gosta.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Get along&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Era uma coisa estranha, não chegava a ser engraçado devido a sua fatalidade. Guardar o erro dos outros como se fossem seus porque no fim as pessoas vão embora, e você fica – até parece óbvio, mas nem sempre. E você tem que continuar gostando de si mesmo, por isso é melhor ter apenas as coisas ruins como lembrança para continuar gostando de si mesmo. Sentir-se melhor do que elas. Ser melhor do que elas e como brinde não sentir saudades.&lt;br /&gt;O problema é a saudade do que parecia verdadeiro, então é preferível ficar na falsidade do processo. Sabrina guardava e carregava cada gota de sangue derramada a cada despedida – e foram tantas.&lt;br /&gt;Algumas despedidas nem existiram, eram mais morte e desaparecimento, já que nessas vezes os cadáveres não tinham cara-de-pau, muito menos consideração, suficiente para dizer adeus.&lt;br /&gt;Era isso o que ela costumava fazer: no momento seguinte à despedida, ou ao vazio da ação inexistente, sozinha no quarto enquanto a cama permanecia desfeita, ela ficava em silêncio no escuro, ouvindo o barulho dos carros lá fora, pensando o quanto estava alheia àquilo tudo antes de começar a encher aqueles malditos vidrinhos. Cada um deles poderia ter em si o nome de alguém gravado, pois o que continham já não era mais ela somente. Era o que escorria de um corpo cuja alma não fizera verter o próprio sangue. Era o pedaço do outro que fica e que precisa sair, numa espécie de exorcismo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;without you&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Então ela ia dormir no sofá da sala esperando a noite passar. Logo a manhã faria renascer aquele quarto onde só entraria de novo quando o ar e o cheiro alheio tivessem saído pela janela, para pegar umas roupas limpas e continuar a sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Very well.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Na esquina ela perdeu as forças, sua mão deslizou pelo apoio e as costas bateram na calçada. Os frascos se quebraram, no entanto não feriram a pele, e o casaco começou a verter algo vermelho e viscoso.&lt;br /&gt;Sabrina começou a rir da ironia daquele momento. O riso virou gargalhada, ecoou pela rua vazia, seu abdome contraía no gozo dos dentes a mostra. O riso virou tosse porque ela gargalhava e o ar lhe faltava, a cabeça pendia um pouco para frente e logo voltava a se deitar sem forças, rindo com o que a fumaça podia lhe proporcionar. Ao mesmo tempo em que não era ela quem sangrava, era o seu próprio sangue que escorria pela calçada e ia parar na sarjeta. Sorria, ria, tossia.&lt;br /&gt;Após um tempo em que a música já havia parado de tocar, enquanto a ação continuava mecânica, ela percebeu como fazia barulho na rua deserta, como tudo era cômico, como ela era cômica mas não chegava a ser ridícula. Quando a graça passou, ela respirou profundamente. Olhou para o sol insistente, a única coisa exatamente a sua frente. Sentou-se devagar e sentiu as costas molhadas. Escalando o poste, pôs-se de pé e recomeçou a subir a ladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso parar de fumar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7329518830783183936-6121418981254661245?l=fakeperspective.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fakeperspective.blogspot.com/feeds/6121418981254661245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7329518830783183936&amp;postID=6121418981254661245' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/6121418981254661245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7329518830783183936/posts/default/6121418981254661245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fakeperspective.blogspot.com/2008/01/09-de-julho.html' title='09 de julho'/><author><name>Priscila Kerche</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
