quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

feliz natal.

if I have to go,
in my heart you'll grow
and that's where you belong...
[oasis - outta time]

eu tenho saudades eternas.

ontem o caminhão de natal da coca-cola passou na rua enquanto a gente estava sentado na esquina.
o natal vem vindo, vem vindo o natal.
todas as festas aqui em casa eram feitas pela minha mãe e por causa da minha mãe. todas as brigas antes de toda festa só comprovavam isso, mas toda reunião trazia a ela uma alegria imensa.
ela sabia ser mãe.
não faz mais sentido, sabe - armar a árvore. uma vez o léo veio aqui em casa e eu tinha acabado de comprar o be here now do oasis em uma viagem recente, naquelas cestinhas das americanas de nove e noventa que ainda não existiam em cuiabá. ele descobriu que oasis era bom, e isso com o disco errado, enquanto a gente pendurava as bolinhas vermelhas na árvore. cortando fios de linha, amarrando-os e as pendurando. eu cantava.
algumas vermelhas chegaram a cair e foi mesmo útil tê-las comprado de plástico.

eu adoro festas de despedida e odeio despedidas.

*uma definição não encontrada no dicionário*
Não ir embora: ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças
[markus zusak - a menina que roubava livros]

eu sou mais ou menos assim, de um tapa só. Tipo: eu chupo a felicidade como se fosse gomo de cana, até que reste apenas o bagaço.
Desenvolvendo a idéia, pois que daí mesmo parece provir o problema. Eu sou uma pessoa otimista, apesar de não ter tanta fé no ser humano que eu desconheço. Só que eu me agarro à felicidade fincando os dentes na rodela de cana e sugo as possibilidades matutando-as até que delas não sobre resquício qualquer de raio de luz.
E, quando fica apenas o bagaço, insosso e farelento, eu tento até com pingo de limão tirar a última garapa. Mas, enfim.

Tem gente que eu prefiro nem tirar do pé de cana-de-açúcar só pra que conservem o caldo.

Eu preciso de um feliz ano novo.