"Eu tenho certos apegos, também a textos antigos. Por isso que nessa ideia de criar um blog, resolvi logo reativar um antigo, com seus arquivos."
Foi a professora Janaina (supergente boa, diga-se de passagem) que andou querendo fazer o bem cobrando dos seus alunos (queridos, talvez) uma prática frequente de escrita.
Um dos intuitos dela é que a gente aprenda de forma livre a expressar ideias, e - uma coisa que me chamou muito a atençao - empregar um ponto final.
Ou seja, eu já comecei ali em cima não atendendo a seus requisitos. Aquilo foi uma ideia solta. Será que aquela manchinha poderia ser chamada de ponto final?
don´t think so.
PONTO
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Quem é vivo...
Eu tenho certos apegos, também a textos antigos. Por isso que nessa ideia de criar um blog, resolvi logo reativar um antigo, com seus arquivos.
Eu chego a ter certas dúvidas, comuns, humanas, medíocres e normais. Pra não desmerecer nenhuma delas, e até por respeito, prefiro considerá-las como existentes. Administra-las pode ser dificil, mas penso que viver seja essa mortal ação de ir seguindo em frente até que o cérebro para e o ar não entra, daí já era - o peito que não expande-contrai mais.
Uma destas dúvidas óbvias é sobre a profissão. Uma vez em época (época? tá mais pra satus permanente) de falta de aulas na ufmt, de falta de exigência de professores e também (ok, ok) de pró-atividade, minhas mãos já não seguravam mais qualquer coisa que deixasse marcas ou traços em superfícies, nem teclados de computador. E eu, no desespero: "eu fico aí falando que quero ser jornalista, que eu gosto de escrever - mas, como assim, se há décadas eu não escrevo?" Pode alguém afirmar que gosta de sorvete de chocolate, se todo domingo, no ritual sagrado da ida à sorveteria, o beato só (ME) toma sorvete de morango? Ou seja, há um ano que ele não toma sorvete de chocolate, mas ele gosta do sabor.
Dando continuidade à exemplificação e tornando prolixo o discurso: tipo gente que fala, ah, eu gosto de fulaninho, mas nunca convivo com ele. É um ser humano maravilhoso, aquele com cuja companhia eu nem me importo.
Uma delícia, o tal sorvete de chocolate.
Percebo que muita gente não tem prazer na vida justamente porque não pratica aquilo que lhe dá prazer. Quanto desconforto eu me causei sendo que eu poderia ter simplesmente vomitado alguma coisa por aqui e ter me sentido mais leve. Daí gastam reais em análise pra chegarem a uma terapia ocupacional do tipo: faça aquilo que te dá prazer. E se te dá, que preguiça de ser feliz é essa que te impede de fazer aquilo que você gosta?
Eu chego a ter certas dúvidas, comuns, humanas, medíocres e normais. Pra não desmerecer nenhuma delas, e até por respeito, prefiro considerá-las como existentes. Administra-las pode ser dificil, mas penso que viver seja essa mortal ação de ir seguindo em frente até que o cérebro para e o ar não entra, daí já era - o peito que não expande-contrai mais.
Uma destas dúvidas óbvias é sobre a profissão. Uma vez em época (época? tá mais pra satus permanente) de falta de aulas na ufmt, de falta de exigência de professores e também (ok, ok) de pró-atividade, minhas mãos já não seguravam mais qualquer coisa que deixasse marcas ou traços em superfícies, nem teclados de computador. E eu, no desespero: "eu fico aí falando que quero ser jornalista, que eu gosto de escrever - mas, como assim, se há décadas eu não escrevo?" Pode alguém afirmar que gosta de sorvete de chocolate, se todo domingo, no ritual sagrado da ida à sorveteria, o beato só (ME) toma sorvete de morango? Ou seja, há um ano que ele não toma sorvete de chocolate, mas ele gosta do sabor.
Dando continuidade à exemplificação e tornando prolixo o discurso: tipo gente que fala, ah, eu gosto de fulaninho, mas nunca convivo com ele. É um ser humano maravilhoso, aquele com cuja companhia eu nem me importo.
Uma delícia, o tal sorvete de chocolate.
Percebo que muita gente não tem prazer na vida justamente porque não pratica aquilo que lhe dá prazer. Quanto desconforto eu me causei sendo que eu poderia ter simplesmente vomitado alguma coisa por aqui e ter me sentido mais leve. Daí gastam reais em análise pra chegarem a uma terapia ocupacional do tipo: faça aquilo que te dá prazer. E se te dá, que preguiça de ser feliz é essa que te impede de fazer aquilo que você gosta?
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