Minha vida não se restringe, porém se baseia em praticar mentalmente diálogos hipotéticos na esperança de que um dia eles se tornem realidade,
ou não.
No caso da sentença negativa, talvez venham a ser ficção impressa, quem sabe audiovisual.
Por agora, enquanto monólogos internos, eu me contento em deixá-los inconscientes para que sejam sonho vezenquando, ou para que se exprimam em acordes cujo som sai por causa desses meus dedos finos, insistentes em se apoiarem no braço desse violão que encosta gentilmente em meu peito; por causa dessa minha mão que pouco se parece comigo, tamanho XS de loja de departamento americana e ainda assim velha na pele, enrugada de aparência.
Então, eu canto. Senão, as palavras motivam os braços a se mexerem compassados ao lado do corpo, eu
ando
ando
ando antes de
encontrar na esquina o som da resposta que muito poderia ter saído da boca de outro alguém, porém vem de dentro.
A música se torna o sorriso entre os meus lábios, abertos na solidão da rua para qualquer transeunte e eu,
eu continuo.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
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