Pessoa:
"Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço."
Choro #1
“Eu não quero mais.”
Na verdade, o primeiro foi da Patrícia e só então veio o meu.
E o motivo foi meio confuso.
Primeiro foi um “anda logo!” e logo eu respondi “diz logo o que foi” e quando percebi que ela também já tinha aquela deformação no rosto decorrente das lágrimas pedindo pra sair, as minhas caíram, sem que eu percebesse. Só pensei nas pessoas erradas. Já foi. Ou é o papai ou é a mamãe.
“É a vovó.”
E mesmo assim doeu, não menos do que se algum dos palpites estivesse certo.
Parei.
Eu sempre tenho essas reações no estilo paralisia.
Eu não quero mais e mãos no rosto e e agora?
Não vai dar tempo de pegar o avião e o papai também não está lá, mas a caminho.
Então pára com isso, não no sentido literal de estacar no lugar, porque você tem que continuar andando, não vai dar tempo de pegar o avião. Pára com esse choro que eu também choro, e isso é normal, apesar de eu não conseguir parar de chorar, mas deve ser.
Sejamos racionais.
E eu não queria ir. É só esquecer.
Porque essas conjecturas sobre a morte não são válidas enquanto você tem que viver. É perda de tempo.
No entanto é melhor aproveitar a situação justamente para discorrer tudo aquilo que você pensa sobre a morte – é oportuno.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
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